Liane Rossi, especial para o Blog do Dudu
Inspirada nos últimos posts, e já tendo sido convidada anteriormente pela Fê para escrever no blog, pensei em prestar uma homenagem à Marisa, a gata que despertou em mim o amor pelos animais. Amor que, pra mim, é completamente diferente dos outros amores, e complementar.
Hoje sei o quanto sou melhor depois da convivência com a Zuca (Marisa, Marisinha, Marizuca, Zuca, Zucolina, Schreka, ela atende por todos). Ela é pernóstica, cheia de manias, detesta gente nova, detesta qualquer outro animal, é louca pra poder sair na rua, mas na única vez em que permitimos isso ela se enfiou embaixo do carro e entrou por algum buraco no motor. Saiu constrangida e cheia de graxa.
Tímida e autoritária. Discute comigo o tempo todo. Quer dormir junto, debaixo do edredom e, quando sozinha na cama, deita com a cabeça no travesseiro, quando permite dividir o leito comigo, no meio das minhas pernas pra se aquecer. Agora no frio ela procura ficar, sempre que estou em casa, no colo, enroladinha, e isso me enche o coração de ternura.
Mesmo duvidando da minha sanidade mental, cheguei à conclusão de que ela pensa, porque algumas vezes trama vinganças, e fica dias maquiavelando, até que concretiza e disfarça, como se não fossemos descobrir quem aprontou. Pra ódio e desespero da Marisa, hoje moram em casa também a Panela e o Gorjeta, que foram abandonados pelo vizinho, e que colaboram pra encher a casa de alegria.
A Fernanda é cachorreira. Eu sou gateira, mas acho que ando caminhando pra abraçar as duas causas. Esta semana, no hospital veterinário com o Gorjeta, vi um filhote de Pastor de Shetland no colo do dono que o carregava como um filho e como um troféu, e não pude tirar os olhos do bichinho nem me furtar a, pra grande orgulho do dono, exclamar: Que cachorro lindo! Desde então tenho pensado muito em algum dia mesclar a população felina lá de casa com algum vira lata bagunceiro.
(Liane Rossi)