Domingo à noite, uma fila de carros congestionava a entrada de um restaurante chique, no Itaim. Luzes e câmeras de tv eram apontadas na direção de cada carro, cada motorista. Microfones intrusos, mal educados, batiam nas janelas. Amontoados, um punhado de cinegrafistas e repórteres de tv atiravam-se nas janelas dos veículos, à caça da celebridade do dia. Difícil era a tarefa do reconhecimento. O inconveniente repórter do Pânico, ou seria daquele novo programa do Marcelo Tas? Não sei, esses projetos de engraçadinhos sem a mínima graça e idiotas debochados se parecem em tudo. Quando chegou a minha vez de passar pela porta e entrar no estacionamento da festa, também não fui poupada. Um deles bateu no vidro do meu carro e soltou, olho no meu olho: “É a Débora Duarte?” Sem resposta, outro arriscou: “Não, parece a Andréa Beltrão”. Quando engatei a primeira, ouvi um terceiro soltar, convicto: Ah, é a Ângela Dip, claro.” E pimba, flash na minha cara, santa ignorância!
Chega a ser engraçado. O grau de despreparo dos caras é zero. E o pior ainda estava por vir. Dentro do salão do Leopoldo, um jornalista aflito perguntou ao outro: quem é esse tal de Alcides mesmo? Com certeza depois o incauto descobriu, pois estava na festa de lançamento da nova novela das 18 horas da Globo, Cirandra de Pedra, do próprio Alcides Nogueira, baseada em obra de Ligia Fagundes Telles. Bloquinhos em punho, hoje grande parte dos “focas” (codinome que se dá ao jornalista novato) é assim. Sai da redação despreparada, sem ao menos saber quem é o anfitrião da noite. Na era do mínimo esforço era só das um googada, para usar uma expressão adequada para o caso. Quando estava na Folha, fazíamos pesquisa no banco de dados antes de ir para a rua. Quando tínhamos tempo, com um dia de antecedência.
Em tempo: fui à festa como acompanhante do amigo Claudinho Fontana (que está no elenco da novela e deixou meu nome na entrada) para rever o Tide, (que é sempre uma delícia) e encontrar pessoas queridas como Walderez de Barros, Leopoldo Pacheco e Bel Gomes, Paulo Marra, Dib, Rosa Maria, Marcelo e Carlos (do Colunas & Notas). Pelo clip, exibido antes do mata-mata em busca dos famosos, a novela terá imagens lindíssimas e uma caprichada reconstituição de época, tudo embalado com capricho pelo texto sensível de Alcides Nogueira.
Chega a ser engraçado. O grau de despreparo dos caras é zero. E o pior ainda estava por vir. Dentro do salão do Leopoldo, um jornalista aflito perguntou ao outro: quem é esse tal de Alcides mesmo? Com certeza depois o incauto descobriu, pois estava na festa de lançamento da nova novela das 18 horas da Globo, Cirandra de Pedra, do próprio Alcides Nogueira, baseada em obra de Ligia Fagundes Telles. Bloquinhos em punho, hoje grande parte dos “focas” (codinome que se dá ao jornalista novato) é assim. Sai da redação despreparada, sem ao menos saber quem é o anfitrião da noite. Na era do mínimo esforço era só das um googada, para usar uma expressão adequada para o caso. Quando estava na Folha, fazíamos pesquisa no banco de dados antes de ir para a rua. Quando tínhamos tempo, com um dia de antecedência.
Em tempo: fui à festa como acompanhante do amigo Claudinho Fontana (que está no elenco da novela e deixou meu nome na entrada) para rever o Tide, (que é sempre uma delícia) e encontrar pessoas queridas como Walderez de Barros, Leopoldo Pacheco e Bel Gomes, Paulo Marra, Dib, Rosa Maria, Marcelo e Carlos (do Colunas & Notas). Pelo clip, exibido antes do mata-mata em busca dos famosos, a novela terá imagens lindíssimas e uma caprichada reconstituição de época, tudo embalado com capricho pelo texto sensível de Alcides Nogueira.
(Fernanda Teixeira)















