quarta-feira, 26 de março de 2008

Boas-vindas e lágrima


Uma homenagem a Glória, que acaba de chegar na casa de duas amigas cariocas. Ter bicho é muito bom, uma dádiva de Deus. Faz bem pra alma. Sem falar que nas brincadeira faz a gente voltar a ser criança e exercitar o bom-humor no dia-a-dia. Eu desconfio de quem não gosta de bicho.

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Uma lágrima pro Sérgio de Souza, o Serjão, que conheci na época do Canja, primeiro jornal (tablóide semanal sobre música) que trabalhei, junto com uma equipe da pesada - José Trajano, Sérgio Pinto de Almeida, Hamilton Ribeiro, José Américo, Palmério Dória, Roberto Freire, o fotógrafo Walter Firmo. Ao lado de outros novatos, como Bell Kranz, Paulo Ricardo (que ainda nem sonhava com a carreira musical) e Renata Figueira de Mello, aprendi muito fazendo o roteiro musical Vamos?

(Fernanda Teixeira)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Conforto é bom e a gente gosta

Há umas semanas, fui ao estádio do Palmeiras, conhecer o seu recém-inaugurado Espaço Visa. Só para esclarecer, não sou palmeirense, mas vivo com um.

Mesmo sendo uma flamenguista convicta, preciso tirar o chapéu para a iniciativa do time alvi-verde. A organização no dia da inauguração estava ótima, os banheiros eram bem limpos e a segurança ok. Além disso, era bom saber que, mesmo que chegasse em cima da hora, meus lugares estariam lá, bem no centro da arquibancada.

Essa é uma das poucas vezes em que vejo um patrocinador se preocupar mais com a torcida. Em vez de contratar jogadores com um salário astronômico, a Visa deu atenção para aqueles que realmente importam e transformam o futebol em negócio: os torcedores.

O mais legal disso tudo é que, se a Visa se cansar, outro banco ou bandeira de cartões de créditos podem muito bem dar continuidade à idéia, já que eles também faturam com a porcentagem que lhes é dirigida a cada venda de ingressos. E não é só isso: se você quiser comer algumas guloseimas ou tomar um refrigerante e não tiver dinheiro, não se preocupe. Os vendedores ambulantes aceitam cartão visa e andam com máquinas wireless pela arquibancada.

Uma pena que essa iniciativa seja algo raro aqui no Brasil. Os outros clubes bem que poderiam seguir o exemplo e oferecer um ótimo espetáculo os torcedores que freqüentam os estádios.
(Vanessa Fontes)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Na Carona do Dudu - Por Moema Azrak

Floquinho é um lhasa apso de 4 anos (completados em 23/01/2008), cinza e branco, brincalhão, que adora jogar bolinha e correr com seus brinquedos, como todo cachorro nenê gosta de fazer. Também como todo cachorro pequeno, é ousado e metido: late e enfrenta os maiores, é claro. Floquinho foi surpreendido por uma catarata juvenil e, de repente, ficou completamente cego do olho direito. Agora está quieto e tristinho, e a doença já está atingindo o olho esquerdo.

Consultado o especialista, diagnóstico feito: só cirurgia. Os pais da criança, infelizmente não podem bancar a operação no valor de R$1.800,00, mais colírio e remédios diários. Observo que a operação é realmente muito cara pelo aparelho utilizado e pelo material, que, após o uso, é descartado. A USP não possui este equipamento, nem o material).

Surgiu, então, a idéia de fazer “uma vaquinha”. Quem pudesse doava a quantia de R$10,00. E a mãe do Floquinho está fazendo bordado à mão em ponto cruz (toalhas, lençol, pano de pratos etc...), que, por sinal, os faz muito bem, para rifar e ajudar na cirurgia. Por esta razão estou escrevendo esta história (em tempo: eu sou madrinha do Floquinho).

Quero dizer que meus amigos prontamente ajudaram, sem ao menos conhecer as pessoas e o cachorro, contribuindo até mais do que foi solicitado. Por este motivo, estou agradecendo e quero afirmar o valor da amizade, que nada é mais necessário à vida. Sem amigos, quem amaria a vida, mesmo que possuísse uma imensa fortuna?

A amizade ajuda a evitar erros, a conseguir êxito, a suprir faltas, a encarar tristezas. A amizade é um ato natural de amor. É benevolente, justa, necessária. A amizade (perfeita) é, quando se deseja o bem para os amigos, porque eles mesmos são os amigos que também nos desejam o mesmo.

Esta amizade é duradoura, porque se reúne nela tudo o que deve haver entre amigos: o bem, a sinceridade, o prazer de estar junto, de amar, de ser parecido. Assim, são os amigos, pura e simplesmente. Sem maiores explicações, artifícios ou evidências. Obrigada (por tudo e sempre), MEUS AMIGOS. (Faço aqui um agradecimento especial e particular a: Fê, Sandra, Celinha, Célia, Bel, Suzana, Gigi, Anny, Caca e Carmem).

OBS. Floquinho foi operado 5° feira, dia 24 de janeiro. A cirurgia foi muito bem-sucedida. Já houve 2 retornos: 31 de janeiro e 7 de fevereiro. O médico está muito contente com o resultado. O pós-operatório transcorreu como o previsto. Floquinho já recuperou 60% da visão (não atinge mais que isso) e logo terá alta.


sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Quem somos nós

As crianças das fotos abaixo somos nós, os blogueiros da Arteplural. Leia os breves perfis e adivinhe quem é quem.


O ser pequeno também já gostava de bichos e aparece acariciando gatinhos na varanda da casa onde nasceu e viveu em Paraíso, Interior de São Paulo, até os 10 anos. De lá, morou em Nipoã, em outro sítio, até os 14 anos, quando veio para a Capital com o desejo de estudar e se formar em veterinária. A vida se encarregou de traçar outro destino para a criança, que acabou se formando em Publicidade e desde então mora em São Paulo. Sensível, trabalha no que gosta e também tomou gosto por escrever.

Filho da carioca Nair com o paulista Fernando, um dos babies dessas imagens nasceu em São Paulo e costumava passar as férias de infância, onde posou para esta foto, na casa do avô Francisco, numa ruela muito comprida e estreita, a Travessa Visconde de Moraes - que dava para passar só um carro por vez -, cheia de casinhas na rua São Clemente, em Botafogo, no Rio. Já gostava de bichos, sonhava em ter um macaco para andar de mão dada. Quando cresceu um pouquinho mais, teve a certeza de que escrever seria seu grande lance.


O tampinha aí nasceu no Rio, na Vila da Penha. Com um ano e meio, por causa do trabalho do pai em empresas de mineração, foi morar na Região Norte. A foto é da época em que morou em Serra do Navio, no Amapá, quando sua principal diversão era passar a tarde na varanda, com os brinquedos. Não tinha piscina em casa e, como fazia muito calor, para fugir das brotoejas a mãe deixava os dois filhos andarem em trajes de banho durante o dia. Sempre brincou de trabalhar, mas não escolhia a profissão. Adorava assistir ao Jornal Nacional, ao lado do pai. No fim, os dois respondiam ao “boa noite” do apresentador. Era o momento deles.


As quatro crianças da família Paula, de descendência italiana, nasceram em Santos, como os pais.
O da foto - único filho que veio para SP – gostava de ir à praia e andar de bicicleta pelas ruas da Vila Mathias, bairro tranqüilo até hoje. Mesmo tendo colocado o gato de estimação dentro da geladeira, o carinho pelos animais vem da infância. Em outra situação, chuveirinho a tiracolo, resolveu dar banho no bichano dentro do box. Arredio, o gato fugia do esguicho e o banheiro ficou todo molhado. Levou um puxão de orelhas da mãe e continuou querendo ser veterinário. Depois que o pai faleceu, mudou para um prédio no Gonzaga, onde furava o pneu do carro do síndico e espirrava água, com uma seringa, nas pessoas que passavam embaixo de sua janela. Sossegou o espírito quando se interessou pelo Jornalismo.

O projeto de gente agarrando o gato aí em cima sempre conviveu com animais. Na casa em que os pais vivem até hoje, na Vila Formosa, o amplo quintal que mais parecia um sítio era o espaço ideal para a bicharada: 30 galinhas conviviam com o faisão e o peru. Resultado do casório da alagoana com o paulista descendente de italianos, admirava a criação de codornas da família. Aos 8 anos ganhou do irmão um aquário, e a paixão pelos peixes atravessou as décadas. Hoje tem um tamanho mega em sua sala. Caçula de 4 irmãos cresceu sapeca. Tagarela, olhinhos espertos, deu bem no Jornalismo, como a mãe previa.

Vestida para um desfile de 7 de setembro, a moleca da foto acima passou grande parte da infância com a família em Brotas, onde nasceu, numa fazenda administrada por seu pai. De espírito livre e bem danada, costuma aprontar. Brincando de riscar um fósforo para ver o que acontecia, acabou colocando fogo na árvore seca em frente da casa da tia. A labareda espalhou-se rapidamente, atingiu a rede elétrica e deixou a rua sem luz. Cresceu cercada de bichos e desenvolveu carinho especial por Sombrinha, uma vaquinha que ganhou do pai e de quem tomava leite todas a manhãs. Mais tarde, sua turma aprontou todas na cidade. Quando não se falava ainda em esportes radicais, ralou muito o traseiro ao descer de bóia de caminhão o rio Jacaré Pepira.

(Fernanda Teixeira)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Na carona do Dudu – Melissa Vettore

Aqui estamos na foto que fizemos no cruzeiro. Só estando lá para saber o que é!!O negócio balançou pra burro e o papo sobre enjôo e afins corria solto entre os convidados da nossa turma. Não sabíamos ao certo o que estávamos fazendo lá, mas sem dúvida tudo fará parte do álbum de retrato e das histórias para contar.Juliana, a pequena Calú, Camila e Julia, eu e Tom, com a participação especialíssima da Adriana.

Não sei o que é mais divertido, se foi ter estado com as amigas e filho lá no meio do oceano, ou ver as fotos que Adri fez da gente no navio, agora em terra firme...As lembranças são lindas e surreais, como jogar golf no topo do navio, ou jantar com navio balançando, ou ficar na cabine com o Tom e a Jú e Calú de vizinhas, ou mesmo ver Júlia e ele animados com a festa da piscina.

Camila dominou pela beleza e astral. Pura prova de amizade, com momentos históricos! Só estando lá pra saber. Nos valeu o cd de fotos da Adri, esta linda foto do Marcelo Kura, e muita, muita história pra contar do meio do oceano!!!
(Melissa Vettore)

(O registro da viagem está na Revista Caras – edição 744, de oito de fevereiro).

Marcelo Kura em ação

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Roteiro pelo Rio antigo

Em viagens, o prazer indescritível de conhecer lugares interessantes assemelha-se à sensação de um banho revigorante. Na companhia de amigos locais, à aventura é somada uma dose extra de contentamento. Assim, sob um calor escaldante, partimos em direção ao nosso destino, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, sem saber quantas agradáveis surpresas o passeio nos reservaria. No caminho, a voltinha de carro pela romântica Urca trouxe à memória as lembranças de criança, quando o Cassino da Urca já tinha dado espaço à hoje extinta TV Tupi.

Carro no estacionamento, seguimos a pé pelo Centro do Rio, passando pela Santa Casa, onde Ivo Pitanguy opera de graça e por belas construções, entre elas o Museu de Belas Artes e o edifico Palácio Gustavo Capanema, antiga sede do Ministério da Educação e Saúde, monumento tombado pelo patrimônio histórico, projetado por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, construído em 1937, sob os princípios estabelecidos por Le Corbisier. Me emocionei pensando nas histórias que minha mãe conta até hoje do tempo em que trabalhava lá.

Para sentir um pouco mais o clima nostálgico do Rio antigo, fizemos um pit-stop na Confeitaria Colombo. Tudo é tão lindo que a gente nem sabe para que lado olhar. A vontade era sentar ali e ficar vendo o dia passar, esquecendo da vida. Combinado o almoço no árabe, partimos para um passeio pelo Saara (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, sigla que identifica associação fundada pelos comerciantes do mais tradicional setor comercial do Centro do Rio). Único lugar da cidade caracterizado como um reduto étnico, foi povoado durante o último século pelos imigrantes, principalmente árabes e judeus, que ali convivem em paz. O lugar é o paraíso do comércio popular de mercadoria barata e deve fazer a festa das produtoras de shows, teatro e até dos desfiles de escolas de samba.

Compreendido por uma dezena de ruas, entre elas a Buenos Aires, a Senhor dos Passos e a Alfândega, é uma atração curiosíssima. Caminhamos em fila indiana pelas estreitas ruas. São memórias, histórias, sons, sabores e imagens .....O estômago já roncava quando encontramos o Cedro do Líbano, o mais famoso restaurante árabe da cidade. Acompanhadas por nossas guias Karla e Roberta, caímos de boca em deliciosos pratos. Depois fiquei sabendo que o dono é espanhol e o cozinheiro, cearense. Alguns quarteirões depois, chegamos ao CCBB. Pausa para um capuccino e energias renovadas para visitar a exposição Lusa, mostra bem que vem para o CCBB de São Paulo este ano. Na saída, nossos olhos se encheram ainda mais com a iluminação natural de final de tarde, o pôr do sol sobre a Igreja da Candelária. Um passeio imperdível.

(Fernanda Teixeira)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Bi bi, fon fon, yeh yeh!

Para quem aprecia carros, principalmente os charmosos modelos antigos, aqui vai uma pequena mostra de alguns que circulam em Bueno Aires. Apesar de velhos, a maioria das carangas rodam em bom estado. O que mais me chamou a atenção foi a ausência do nosso querido Fusca e a enorme quantidade de Fiat 147 nas ruas. Infelizmente não fotografei nenhum, mas seria o Fiat 147 o Fusca dos portenhos?

Abaixo, um breve registro das máquinas.

(Adriana Balsanelli)