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sábado, 10 de julho de 2010

Valha-me, Copa do Mundo!

Heitor Flumian, especial para o Blog do Dudu

Creio que raríssimas pessoas foram felizes nos seus palpites nos ‘‘bolões’’ da Copa por aí. Os viciados em futebol, certamente, foram surpreendidos (novamente?); logo, mulheres (desculpem-me, vocês são a razão da nossa existência, mas a verdade é que a grande maioria não entende bulhufas), ranzinzas de plantão (apenas pessoas infelizes teimam em menosprezar a redonda e seus 22 marmanjos) e leigos despretensiosos (por que não participar da brincadeira?) devem ter ganhado uma graninha nesse bolão.

A Copa, assim como sua cria Jabulani, está um tanto inconstante. Com exceção da Alemanha entre as seleções semifinalistas – esteve entre as quatro melhores em 11 edições das 18 disputadas até agora – parece que tudo pode acontecer. As sempre favoritas seleções do Brasil, Itália, França e Inglaterra decepcionaram.

Os guerreiros-brahmeiros-religiosos canarinhos até ameaçaram brilhar, mas não se ganha o mais importante e desejado campeonato de futebol do planeta apenas com uma ótima zaga, com um ataque renomado e com os 11 titulares. O meio campo é o equilíbrio do time, onde é dada a cadência ao jogo, e nosso afável Dunga só levou carregadores de piano entre os reservas para essa posição, preterindo qualquer possibilidade de futebol arte que ousasse sair de seu regime tático para definir uma partida.

Já os vaidosos italianos envelheceram e pouco renovaram na convocação; a maioria dos jogadores deveria ter se aposentado da seleção após a conquista de 2006 a tempo de sair ‘‘por cima’’. Os nossos carrascos franceses, sem o maestro Zidane, protagonizaram o maior papelão da competição graças à arrogância e a falta de carisma de seu técnico aliado ao conflito de egos e de disciplina de alguns de seus principais jogadores. Os ingleses, por sua vez, deixaram o bom futebol no badalado Campeonato Inglês e seu maior destaque em terras africanas foi Mick Jagger, o maior pé-frio da história.

A Argentina só é decepção para nós quando ganha, então, fizeram bonito! Se os hermanos vencessem o mundial com Maradona como técnico, o mundo não seria o bastante para tanta auto-estima. Do futebol africano também se esperava mais, porém menos por sua evolução futebolística nos últimos anos que pela comum idealização de vê-lo, pela primeira vez e em seu continente, no topo do mundo. Pecaram ao tentar europeizar seu estilo de jogar futebol, jogando de maneira excessivamente pragmática, perdendo sua peculiar alegria, a magia do imprevisto, da gingada que leva ao gol e da posterior dança na comemoração. Americanos e orientais vêm melhorando cada vez mais e, junto aos sul-americanos do segundo escalão, fazem da Copa do Mundo uma competição mais equilibrada e difícil de ser conquistada.

Camisa e tradição não ganham mais jogo, e isso é bom para o futebol, o mais popular e democrático dos esportes. Popular pois não há outro esporte que pare o mundo para ser apreciado. Democrático porque não é preciso mais do que dom e um par de pernas para praticá-lo; brancos, negros, amarelos, altos, baixos, velozes, lentos, fortes, franzinos, religiosos, boêmios, há gramado para todos.

Dessa vez Espanha, que costuma chegar como uma das favoritas e amarelar no caminho, e Holanda, que foi duas vezes vice-campeã, farão uma inédita e inesperada final. Domingo uma delas entrará no seleto grupo das campeãs mundiais (Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra). E depois disso, só lamento. Serão mais quatro longos anos na espera pelos próximos gols, polêmicas de arbitragem, musas nas arquibancadas, folgas no trabalho e bolões imprevisíveis.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tricolor

Hernanes está jogando muito, com Dagoberto, Marlos e agora Fernandão. Desse jeito ninguém segura o São Paulo. A má fase passou, Deus ajude. Pena que não ficaram com Muricy, o técnico era a cara do grupo. Mas temos que concordar que é um clube que sabe contratar.

(Fernanda Teixeira)

domingo, 16 de maio de 2010

Quem diria, acabei no futebol! Ou é o começo?

Depois do jogo contra o Cruzeiro, quarta da semana passada, quando o São Paulo voltou a jogar, o time que entrou em campo hoje contra o Botafogo deu sono. Acabei dormindo no sofá de tão chata a partida. De nada adiantou o gol de Leo Lima no começo. Com os jogadores na retranca de novo, aquele jogo mole, o tricolor perdeu de virada.
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Para baixar a bola, nada como um pênalti perdido. Neymar que o diga. No Santos, deu empate contra o Ceará.
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O Corinthians ganhou do Grêmio. Os "mano" estão em 1º no Campeonato Brasileiro. Resta saber se vinga até final do ano.
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E o Palmeiras, jogou?
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Dunga, leva o Adriano, vai! Ou o Gaúcho. Falta um jogador de peso, ops, de peso mas não o Ronaldo.
(Fernanda Teixeira)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Saudações são-paulinas

Quem sou eu para discordar do Dunga, mas na minha seleção levaria Adriano e Ronaldinho Gaúcho. Agora só mesmo no álbum, que estou quase complentando. O Domingos Quintiliano, grande iluminador, companheiros de tantas peças, e que agora está no "Faustão", já fechou.
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O São Paulo voltou a jogar. Hernanes, Dagoberto e agora Fernandão ainda vão dar o que falar. Na Libertadores e no Brasileirão. Além de boa pinta, parece que o cara chegou para somar, e muito. Rogério Ceni continua fzendo a diferença. Pegou cada bola na partida contra o Cruzeiro!

(Fernanda Teixeira)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Conforto é bom e a gente gosta

Há umas semanas, fui ao estádio do Palmeiras, conhecer o seu recém-inaugurado Espaço Visa. Só para esclarecer, não sou palmeirense, mas vivo com um.

Mesmo sendo uma flamenguista convicta, preciso tirar o chapéu para a iniciativa do time alvi-verde. A organização no dia da inauguração estava ótima, os banheiros eram bem limpos e a segurança ok. Além disso, era bom saber que, mesmo que chegasse em cima da hora, meus lugares estariam lá, bem no centro da arquibancada.

Essa é uma das poucas vezes em que vejo um patrocinador se preocupar mais com a torcida. Em vez de contratar jogadores com um salário astronômico, a Visa deu atenção para aqueles que realmente importam e transformam o futebol em negócio: os torcedores.

O mais legal disso tudo é que, se a Visa se cansar, outro banco ou bandeira de cartões de créditos podem muito bem dar continuidade à idéia, já que eles também faturam com a porcentagem que lhes é dirigida a cada venda de ingressos. E não é só isso: se você quiser comer algumas guloseimas ou tomar um refrigerante e não tiver dinheiro, não se preocupe. Os vendedores ambulantes aceitam cartão visa e andam com máquinas wireless pela arquibancada.

Uma pena que essa iniciativa seja algo raro aqui no Brasil. Os outros clubes bem que poderiam seguir o exemplo e oferecer um ótimo espetáculo os torcedores que freqüentam os estádios.
(Vanessa Fontes)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Futebol, teatro e batizado

Já que a coisa está difícil nos gramados daqui, depois de perder para São Paulo (1 a 0) e Cruzeiro (5 a 0), precisamos acreditar na vitória do Palmeiras contra os adversários cariocas. O Verdão vai me dar muita alegria se bater o Botafogo hoje à noite, como fez com o Flamengo (4 a 2) e Fluminense (1 a 0).

Enquanto dou um tempo dos estádios - que eu gosto mesmo de ir para ver o Palmeiras ganhar - aproveito para recomendar Amigas pero No Mucho, de Célia Forte, em cartaz no Teatro Frei Caneca, às terças-feiras. Supersticiosa, vou guardar de recordação o ingresso da primeira peça da minha amiga. Que venham muitas outras!

Por enquanto é isso. Estou ansiosa e de malas prontas para pegar a estrada rumo ao curso de batismo. Para ser madrinha do Pedro Miguel, terei umas aulinhas. Não estou me agüentando de tanta felicidade. Fui.

(Sandra Polaquini)