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quarta-feira, 24 de março de 2010

Bastidores de Cats no Programa da Hebe

Parte do elenco de Cats, musical em cartaz no Teatro Abril, gravou na tarde de segunda-feira dois números musicais para o Programa da Hebe. Chegamos bem cedinho no SBT para ensaio, passagem de som e últimos acertos para que tudo ficasse pronto para a gravação.

Mas é na hora do ao vivo que tudo fica mais bonito. The Rum Tum Tugger, intertratado por Cleto Baccic, abriu o programa. Logo o estúdio foi tomado por vários gatinhos e suas coreografias contagiantes. Ao final da canção, Hebe Camargo entrou no palco recepcionada pelos gatos e as palmas da platéia, com direito a selinho e tudo. Paula Lima abriu o segundo bloco cantando a versão de Memory. A plateia aplaudiu de pé!

Abaixo alguns momentos nas fotos cedidas pelo fotógrafo Lourival Ribeiro.



(Adriana Balsanelli)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Um dia de Cats


Pneus rasgados, restos de um fogão gigante e o porta-malas de um carro abandonado. Ferro velho e quinquilharias no beco dos bichamos. Garrafas de leite espalhadas pela mesa. Caixas de Whiskas abertas. Prato cheio para felinos de todas as raças. Línguas de gato de chocolate Kopenhagen servidas em potes de ração. Para humanos lamberem os beiços. Dois olhos amarelos reluzentes sobre um fundo negro iluminado Abaixo, quatro letrinhas – C A T S.
O foyer suntuoso do Teatro Abril, na avenida Brigadeiro Luiz Antonio, recebeu bem mais de uma centena de pessoas, sendo 92 jornalistas – entre repórteres, cinegrafistas e repórteres fotográficos – na manhã e tarde da última quarta-feira, 24 de fevereiro. A entrevista coletiva do musical de Andrew Lloyd Webber movimentou muita gente – de recepcionista e seguranças a garçons, técnicos, produtores, patrocinadores, diretores e assessores. Logo cedo, banners eram pendurados na fachada e no interior do teatro, enquanto press kits e crachás preparados, assim como as comidinhas e bebidinhas.


Para alívio do batalhão de fotógrafos e cinegrafistas, a passagem de três cenas atrasou pouco. E foi perfeita. Depois, a cantora Paula Lima e os atores Saulo Vasconcelos e Sara Sarres sentaram-se ao lado dos diretores americanos Richard e Stan, da coreógrafa inglesa Marina, do presidente da Time for Fun Fernando Altério, da produtora geral Almali, do maestro Miguel Briamonte, do diretor residente Floriano e do compositor Toquinho.

Durante uma hora, responderam perguntas, encaminhadas ao microfone pelas ágeis e competentes jornalistas da Arteplural Adriana Balsanelli e Lígia Azevedo, cada uma de um lado do salão lotado pela massa de entrevistadores. Ambas se encarregaram de manter o ritmo equilibrado do evento. Coletiva terminada, algumas emissoras aproveitaram para fazer individuais com os artistas. Dentro do teatro, a Globonews preparava link com o Estúdio I, de Maria Beltrão. No fim da maratona, deu até para sentar e comer um pratinho de salada com quiche, mousse de chocolate com geléia de sobremesa. E o gosto doce porque tudo deu certo. A energia e o profissionalismo de todos conspiraram a favor. Ufa!
(Fernanda Teixeira)

terça-feira, 26 de maio de 2009

A Vida que Eu Pedi, Adeus

A cineasta Eliane Caffé (premiada pelos filmes Kenoma e Narradores de Javé) estreia na direção teatral, com o espetáculo A Vida que eu Pedi, Adeus. Com texto de Sérgio Roveri (amigo querido e talentoso com quem já trabalhamos em outros espetáculos, como Andaime e O Encontro das Água, e que quando não está em cartaz nos atura nas sugestões de pauta), a comédia traz Aílton Graça, Vera Mancini, Antoniela Canto e Paulo Américo no elenco. A estreia está prevista para o dia 19 de junho, no Teatro Cosipa Cultura.

A coluna da Mônica Bergamo, na Folha Ilustrada, esteve nos ensaios para registrar um portrait de Elianne Caffé e Vera Hamburger, responsável pela cenografia do espetáculo. Na foto abaixo, o momento do registro. Roberto Monteiro, da Mesa 2 Produções, também estava por lá e garantiu a direção da foto.


(Adriana Balsanelli)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Nove anos com Gabriel Villela

Fidelidade, lealdade, casamento profissional, afinidades. Não sei qual palavra definiria melhor a parceria de quase 10 anos com o diretor Gabriel Villela. Como jornalista responsável pela assessoria de imprensa de pelo menos 11 de seus espetáculos, sempre me senti privilegiada com os convites para integrar sua equipe, "sua turma", como ele gosta de dizer. Sim, porque a gente vira amigo, desenvolve um sentimento especial pelas pessoas em volta dele. Dos técnicos à camareira, passando, é claro, pelos atores. Com alguns, laços de amizade; com outros, a simples passagem pela minha vida deixou sinais importantes.

Leopoldo Pacheco, Vera Zimmermann, Domingos Quintiliano, Serrroni, Renatinha Alvin, Thiago Lacerda, Dona Cleide, Maria do Carmo Soares, Walderez de Barros, Fábio Mazzoni, Daniel Maia, Babaya, Rachel Ripani, Cacá Toledo, Dib Carneiro, Magali Bif, Marcelo Várzea, Pascoal, Pedrinho, Rodrigo, Rodolfo, César Augusto, Ivan Andrade e mais um pá de gente que conheci por causa dele. Estava prestes a escrever Alcides Nogueira, mas este veio antes e também é caso de amor à parte – conheci o Tide no incrível Traças da Paixão (com Claudinho Fontana e Walderez de Barros), que fui convidada a fazer por Chico Marques.

Da Ópera do Malandro (2000, de Chico Buarque), quando era diretor artístico do TBC, depois da saída de Fauzi Arap, a Vestido de Noiva (de Nelson Rodrigues, prestes a estrear no Teatro Vivo), nossa rica trajetória passou por momentos mais ou menos difíceis – e quando digo isso me refiro às adversidades que acompanharam alguns dos trabalhos. Como em Mossoró, no Rio Grande do Norte, a 350 km de Natal, quando o calor absurdo do clima semi-árido do sertão daquela terra ameaçava derreter nossos miolos. Estávamos tão longe e tão perto naqueles dias, ele tentando proteger "meu coraçãozinho", como disse na época.

Além de conviver com um profissional criativo, inteligente, de cultura refinada - com as raízes mineiras do barroco e a visão panorâmica da arte universal impregnada em seus olhos e coração -, tenho a sorte de conhecer o homem sensível, generoso, carinhoso, preocupado em jogar foco de luz sobre as várias pessoas da ficha técnica da peça que está dirigindo. Como todos os que se gostam, algumas vezes tivemos brigas, sempre superadas por esse fascínio exercido por ele sobre quem está perto, essa força estranha que puxa a gente para o lado de quem amamos e respeitamos.

Nessa estrada de aprendizado, realmente usufruí o que pude de nossa convivência – mesmo observando, muitas vezes só de longe, os trabalhos de mesa, a confecção de figurinos (seja no TBC ou em ateliês montados por ele em outros locais) e cenários, a afinação da luz, enfim todas as etapas de um processo de produção teatral, os ensaios, as entrevistas, as passagens de cena para televisão, as coletivas de imprensa. De Calígula (2008, Sesc Pinheiros), Salmo 91 (2007, Sesc Santana e Oficina), Leonce e Lena (2006, Sesc Avenida Paulista), Esperando Godot (2006, Sesc Belenzinho), Fausto Zero (2003, Espaço Promon), A Ponte e a Água de Piscina (2004, CCBB - SP), O Auto da Liberdade (2003, Mossoró, RN), Gota D'Água (2001, Tom Brasil e TBC) até Saltimbancos (2001, TBC), só posso comemorar sua lealdade a mim.

Gosto quando ele me liga para trocarmos figurinha sobre qualquer assunto e, principalmente, sobre os espetáculos, a ansiedade na véspera das estreias. Atualmente, andamos nos vendo mais, por conta da estreia de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, com Leandra Leal, Vera Zimmermann, Luciana Carnieli, Marcello Antony, Cacá Toledo, Helô Castilho, Rodrigo Fregnan, Pedro Moutinho, Flávio Tolezani, Maria do Carmo Soares.

(Fernanda Teixeira)

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Vestido de Noiva - Bastidores

Uma das coisas mais bacanas de trabalhar com o diretor Gabriel Villela é ter a chance de aprender sempre mais sobre teatro. Acompanhar uma entrevista com Gabriel, além de ser um grande prazer, é uma lição sobre teatro, autores, filósofos, pensadores, diretores e tudo o que envolve o universo teatral. As coletivas que antecedem suas montagens sempre rendem boas matérias para os colegas da imprensa e engraçadas conversas de bastidores.

O assédio da imprensa é intenso e assim foi também na coletiva de imprensa da peça Vestido de Noiva, nova montagem do diretor que estreia dia 9 de maio, no Teatro Vivo. Como brincou o ator Marcelo Antony, “Gabriel Villela ao centro e seus apóstolos”, conduzia a coletiva, com espaço para todos falarem e divagar sobre Nelson Rodrigues.

O encontro reuniu cerca de 20 veículos, no Teatro Vivo, na tarde de quarta-feira, 29 de abril. Durante mais de uma hora, os jornalistas entrevistaram o diretor, seus assistentes e os 10 atores do elenco. Ficamos sabendo que as pinceladas do diretor Gabriel Villela em sua encenação de Vestido de Noiva vão de referências ao espetáculo Café Muller, da coreógrafa alemã Pina Bausch, a homenagem a Antunes Filho. Abaixo alguns momentos da coletiva.

(Adriana Balsanelli)



quinta-feira, 30 de abril de 2009

O príncipe da televisão e a rainha do teatro

A trilha sonora da vitrolinha RCA tocava A Praça e Meu Bem, em compactos simples. Moreno, cabelos lisos, olhos verdes, cara de bom moço, o Príncipe da Jovem Guarda, programa jovem de maior sucesso dos anos 60, o cantor Ronnie Von derretia corações. Na platéia, as fãs gritavam, se descabelavam em crises de choro histérico. Aos 5 ou 6 anos, não entendia por que aquela mulherada tinha esse comportamento. Estávamos, eu e meu pai, nos estúdios da TV Record, onde um dos primeiros programas musicais da tv brasileira era gravado, na Consolação, quase em frente a rua Fernando de Albuquerque, pertinho do casarão onde meus avós paternos moravam), e eu fiquei aterrorizada com a multidão de fãs.

O flashback foi interrompido pela produtora Thaís Moreira, aumentando o volume do monitor instalado na chamada sala vip do Programa do Ronnie Von, no prédio da TV Gazeta, em São Paulo. Cada um aguardando sua hora de entrar no ar, Cintia Abravanel, diretora–presidente do CCGSS; o jornalista Felipe Machado (editor da TV Estadão), e José Armando Vanucci, da Rádio Jovem Pan, jogavam conversa fora num papo gostoso. Cintia estava ali para falar de seu projeto Vitrine Cultural à frente do Teatro Imprensa. Felipe divulgaria seu livro, escrito em Pequim, durante as Olimpíadas. José Armando tem um quadro fixo semanal sobre televisão no Todo Seu, o programa do Ronnie.

Chamada para a maquiagem, nos corredores da emissora, acompanhei Cintia e reencontrei amigos de longa data, a diretora do programa Carmen Farão fez a maior festa, emocionante. As produtoras Nina e Thaís cuidavam para que tudo desse certo nas gravações. Chegou a vez da entrevista de Cintia. No estúdio, Ronnie Von veio nos receber com beijinhos. Elegante, educado, pensei na hora, puxa, ele continua bonito. Generoso, disse que conheceu Cintia pequenina, aos 4 anos, lembrou de Cidinha, a mãe da filha mais velha de Silvio Santos. Deixou sua entrevistada à vontade e fez uma entrevista gostosa, sem pressa, registrada pelas lentes da câmera da Adriana Balsanelli, que anda se aventurando pela palheta de cores da fotografia.

(Fernanda Teixeira)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Confissões das Mulheres de 30

Confissões das Mulheres de 30, peça que fez muito sucesso na década de 1990, retorna agora em nova montagem. Com direção de Fernanda D'Umbra, traz Juliana Araripe, Melissa Vettore e Camila Raffanti no elenco. As atrizes são conhecidas da TV pelo trabalho na série Mothern, do GNT.
Sexta-feira passada acompanhei a coletiva de imprensa que aconteceu no Teatro Folha. A Juliana Araripe não pode participar porque estava no Rio gravando um episódio da série Dicas de um Sedutor, com o Luis Fernando Guimarães. Mas com essas meninas, animação e muito assunto nunca faltam. A coletiva rendeu muito papo e boas risadas. A peça estréia quarta-feira, dia 11 no Teatro Folha. Imperdível!

(Adriana Balsanelli)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Cleyde Yáconis no Vitrine

Cleyde Yáconis é a entrevistada da semana no programa Vitrine da TV Cultura. Aos 84 anos e uma disposição invejável para o trabalho, a atriz fala sobre carreira, a paixão pelo teatro e sobre a peça O Caminho Para Meca em cartaz no Teatro Cosipa Cultura.
O Vitrine é exibido pela TV Cultura, terça-feira, 6 de maio, às 19h30.
(Adriana Balsanelli)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Caminho para Meca - bastidores

Aos 84 anos, Cleyde Yáconis ensaia todos os dias como se estivesse fazendo a cena para valer. Sábado, 5 de abril, a atriz estréia O Caminho para Meca, inaugurando o palco do Teatro Cosipa Cultura. Para atender a todos os pedidos de entrevista, que não são poucos, programamos uma coletiva na tarde de sexta-feira, dia 29 de março, no hall do teatro. A imprensa compareceu em peso e tem aberto o espaço que essa grande dama do teatro merece. Todos querem uma palavrinha com a atriz que esbanja sabedoria e simpatia.

Cleyde Yáconis protagoniza o texto inédito de Athol Fugard, inspirado na vida da artista plástica sul africana Helen Elizabeth Martins (1897-1976). Cleyde divide o palco com Lúcia Romano (Prêmio Shell 2007 por sua atuação em Vemvai – O Caminho dos Mortos) e Cacá Amaral, dirigidos por Yara de Novaes. Além de falar de apartheid, segregação racial e racismo, a peça trata da negociação das diferenças
Abaixo, alguns momentos dessa tarde.
(Adriana Balsanelli)




domingo, 18 de novembro de 2007

Vitrine no Café Cultural CCBB

Sábado acompanhei a gravação de uma matéria sobre o projeto Café Cultural CCBB para o programa Vitrine, da TV Cultura. O projeto, idealizado pelo produtor Sergio Escamilla, pretende resgatar a atmosfera dos cafés dos anos 30 como um ambiente de encontro intelectual. Aos sábados e domingos, quem passar pelo café do CCBB, além de saborear um delicioso cafezinho, pode assistir apresentações musicais com a cantora Priscila Figueiredo, ouvir histórias contadas pela atriz Lu Brites, em clima de confidências, e manusear um Ipod que contém textos de jornais e fotos de Nova Iorque, Buenos Aires e Berlim, além de assistir um documentário inédito Um Café em Berlim. Destaque do projeto, o Ipod foi pauta da matéria que deve ir ao ar daqui a duas semanas. O Vitrine é transmitido pela TV Cultura, aos sábados, às 20 horas. Abaixo alguns momentos da apresentadora Sabrina Parlatore em ação.
(Adriana Balsanelli)
Sergio Escamilla e Sabrina se preparam para a entrevisa
O garçom, que oferece o Ipod numa bandeja, participa da matéria

Uma frequentadora do café também foi entrevistada

A atriz Lu Brites em intervenção intimista para Parlatore