quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ao encontro da tecnologia

Na semana passada, uma banda de rock causou "frisson" no mercado fonográfico com o lançamento de seu trabalho. Desde o dia 10 de outubro, os fãs do Radiohead podem baixar diretamente do site oficial do grupo as músicas do seu sétimo álbum, intitulado In Rainbows.

A proposta é bacana. Segue a tendência do mercado com a expansão da tecnologia. Mas a grande sacada é o preço desse álbum. Quer dizer, não tem preço. Com a frase "it´s up to you" (cabe a você), estampada no site
http://www.radiohead.com/, a banda joga nas mãos dos fãs a responsabilidade de decidir o quanto vale esse trabalho artístico.

Por qualquer preço de 0 a 100 libras (cerca de R$ 370), você faz o pedido e recebe via e-mail as músicas para download. E não é enrolação, conheço quem não deu preço e recebeu as músicas por e-mail. Depois bateu o peso na consciência de fã e acabou deixando lá seus cascalhos. E recebeu as músicas de novo.

Já quem valoriza o trabalho paupável, também não fica de fora. A banda preparou um box com o novo álbum em CD, um disco duplo de vinil e um CD multimídia com sete faixas adicionais, fotos, arte e letras. O pacote custa 40 libras (cerca de US$ 80 dólares).

Fora da EMI/Parlophone desde 2005, o Radiohead torna-se uma das primeiras bandas do alto escalão do rock a lançar um disco sem ajuda de grandes gravadoras. Há quem diga que a banda quis firmar sua rebeldia contra o sistema com essa atitude. Outros acreditam que foi uma grande jogada de marketing. Pode ser, porque não?

Independente do que seja, a proposta é bacana por levantar questões inerentes ao mercado audiovisual, como a pirataria e o crescimento do download ilegal. Enquanto bandas criam seus próprios selos, campanhas e procuram driblar os prejuízos que surgiram com a expansão da tecnologia, a indústria musical me parece perdida ao ver sua mina de ouro secar. Todos os anos programas de downloads despontam e desaparecem na internet. E o mercado insiste nessa perseguição entre gatos e ratos.

(Fabiana Cassim)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O Senhor dos Palcos

Na semana retrasada lendo o jornal Folha de São Paulo vi uma foto do Paulo Autran na entrega do premio Bravo. Achei estranha aquela cadeira-de-rodas, mas como alguns meses atrás ele cancelou as apresentações de O Avarento por problemas de saúde, pensei ser uma alternativa para evitar o cansaço desses eventos.

Porém, a grande surpresa aconteceu na sexta passada. A televisão anunciava que ele estava internado e o estado era grave. Algumas horas depois, a notícia que ninguém que ama teatro queria ouvir. O senhor dos palcos havia morrido.

Tive a oportunidade, na Arteplural, de fazer assessoria de imprensa para duas peças do nosso mais brilhante ator: Quadrante, em 2003, na reinauguração do Teatro Aliança Francesa e em Adivinhe quem vem para Rezar, em 2005. Também tive a oportunidade de encontrá-lo em várias estréias e apresentações, pois ele era figura cativa na cena teatral paulistana.

Da Praça Roosevelt ao Teatro Alfa, Paulo Autran não perdia nada relacionado ao teatro. Prestigiava os novos dramaturgos e atores, sem esquecer os antigos amigos, lia textos enviados, dirigia espetáculos e o melhor de tudo, atuava. Foram 90 peças, além de filmes e TV. Sua lição, de viver a vida intensamente, ficará para sempre em minha lembrança.

Paulo Autran, mais uma vez aplaudo você de pé.

(Frederico Paula)

Pequenos grandes encontros

Teatro Aliança Francesa, maio de 2004. A tarde de entrevistas com Tônia Carrero havia terminado. Apenas um fotógrafo permanecia no saguão quando um homem saltou do táxi em frente à porta e foi caminhando devagarzinho em direção à atriz, sentada no sofá perto da porta da sala de espetáculos. Depois do caloroso abraço, "eu vim saber como você está", disse Paulo Autran, recepcionando a amiga recém-chegada do Rio para a temporada do solo Amigos para Sempre. A partir dali, desenrolou-se uma deliciosa e reveladora conversa, aproveitada na íntegra por mim e pelo sortudo jornalista. "Ele tinha uns ombros, umas pernas!" Impagável o diálogo de bastidores. No mesmo ano, mesmo teatro, outro encontro, desta vez no solo Quadrante. A cena de Paulo Autran, já aos 82, se jogando no chão do palco é impressionante. 2005, sala do apartamento de Paulo Autran, nos Jardins. Na leitura do texto de Adivinhe Quem Vem para Rezar, ao lado de Elias Andreato, Dib Carneiro Neto, Cláudio Fontana, Célia Forte e Selma Morente, notei que ele tinha um olho de cada cor. No dia da coletiva de imprensa, outra imagem registrada: ele saindo do fusquinha café com leite na porta do Teatro Procópio Ferreira, uma figura! Nas entrevistas e fotos na coxia, no programa da Hebe, na emocionada direção de Elias durante os ensaios. Depois, durante a temporada, nos camarins as brincadeiras com Claudio Fontana e Elias Andreato. Maravilhoso ter tido essas oportunidades de convívio com ele.

(Fernanda Teixeira)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Bastidores, camarins, coxias e cortinas

“Anjo da Guarda
Doce companhia
Me protege de manhã
A tarde e a noite
Principalmente essa noite”
O verso acima é cantado pelos atores da Cia Estável de Teatro antes de entrarem em cena para mais uma apresentação do espetáculo Auto do Circo.
Muitas são as formas de um artista se preparar para entrar no palco, seja ele ator, músico, bailarino ou qualquer profissional que exibe sua arte diante de uma platéia. Rezar, ouvir música, aquecer a voz, aquecer o corpo ou até mesmo ficar alguns instantes em silêncio são exemplos de alguns rituais mais comuns. Quem está lá na platéia, pra se divertir, não faz idéia do que acontece na coxia. É a preparação que o público, em geral, não participa. Para ilustrar alguns desses momentos que antecedem aquelas locuções em off e o abrir das cortinas para iniciar o espetáculo observem as imagens abaixo.

(Adriana Balsanelli)


As atrizes da peça Toalete se preparam para entrar em cena


A Cia Estável em seu bem humorado ritual de concentração

Foto: Jonatas Marques

A cantora Vania Abreu recebe os músicos da sua banda em seu camarim e reza um Pai Nosso. A imagem do Santo Antonio vai com ela para o palco.
Foto: Maria Carolina Dressler

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Será?

Esse era para ser um post falando sobre como ainda existem pessoas que se preocupam com os outros e com os animais. Era. A pessoa sobre quem eu iria falar me decepcionou bastante. Os amigos taxistas da Fê (eu ainda lanço a candidatura dela) nos contaram um caso bem triste.

Aqui na região existe um senhor que possui uma carrocinha com 8 cachorros (2 machos e 6 fêmeas). Todo mundo se sensibiliza com esse senhor, pois ele passa a idéia de que se preocupa mais com os bich os do que com ele próprio. Eu gosto de gente que segue a filosofia de que os cachorros são melhor companhia que os homens, porque, muitas vezes, ela se aplica perfeitamente.

Mas vamos aos fatos: descobri que esse senhor meio São Francisco pode ser bem cruel. Algumas pessoas já viram ele judiando dos cães, que, segundo a maioria, ele usa para conseguir dinheiro. Tudo gasto em bebidas e outros tipos de drogas. Não sei se é verdade, pois não presenciei a cena. Porém, fico chocada só de pensar na hipótese de alguém usar animais para alimentar vícios.

Abaixo, uma foto do protagonista da história.

(Vanessa Fontes)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Bastidores do sequestro

Nos bastidores da estréia de Últimas Notícias de uma História Só, o autor e diretor Otávio Martins respirou aliviado no camarim ao lado de Alex Gruli (o narrador), Luciano Gatti (Lelo, o seqüestrador) e Melissa Vettore (Vânia, a seqüestrada). Estreando como diretor e autor, suava em bicas no backstage. Sofreu durante todo o “seqüestro” e saiu satisfeito com o resultado. Montagem ágil, direção precisa e bem marcada, com timimg e atores muito bem em seus papéis, o espetáculo deixou a platéia da sessão coruja de olhos bem abertos. Depois, para refrescar o calor da noite de sexta passada, a atriz Juliana Araripe (que cuidou dos figurinos) recebeu os convidados para champanhes e cervejinhas no porão do teatro da Praça Roosevelt, onde criou a ambientação do lounge. Os amigos apareceram: Os Fofos Encenam Fernando Neves, Eduardo Reyes e José Roberto Jardim, a jornalista Érika Reidel e Ivam Cabral (dos Satyros), entre outros.

(Fernanda Teixeira)


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Fôlego para o fim de semana

Véspera de fim de semana, tempo de começar a relaxar. Só impressão. Meia-noite tem teatro na boêmia Praça Roosevelt, Últimas Notícias de Uma História Só, de Otávio Martins. Sábado à tarde tem sessão leitura no Café Cultural do Centro Cultural do Banco do Brasil. O capuccino de lá é uma delícia! Dá também para aproveitar e visitar a exposição com obras de Aleijadinho. Entre o futebol e a festa de aniversário, sobra domingo para descansar, assistindo o Grande Prêmio de F1 da China. Ufa, quanta programação! Para quem estava curioso para conhecer o Dudu, o boa pinta está aí embaixo.

(Sandra Polaquini)